Hypsipyla grandella (Lepidoptera: Pyralidae) boring Khaya ivorensis (Meliaceae) fruits and seeds in Brazil: first report

  • Pedro Guilherme Lemes Laboratório de Entomologia Aplicada à Área Florestal (LEAF), Instituto de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Minas Gerais, 39404-547, Montes Claros, Minas Gerais, Brazil; http://orcid.org/0000-0002-1364-0424
  • Antônio José Vinha Zanuncio Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Viçosa, 36570-900, Viçosa, Minas Gerais, Brazil;
  • Leandro Silva de Oliveira Instituto de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Minas Gerais, 39404-547, Montes Claros, Minas Gerais, Brazil;
  • Mateus Felipe Matos Laboratório de Entomologia Aplicada à Área Florestal (LEAF), Instituto de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Minas Gerais, 39404-547, Montes Claros, Minas Gerais, Brazil
  • Germano Leão Demolin Leite Instituto de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Minas Gerais, 39404-547, Montes Claros, Minas Gerais, Brazil;
  • Marcus Alvarenga Soares Departamento de Agronomia, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, 39100-000, Diamantina, Minas Gerais, Brazil;
  • José Cola Zanuncio Departamento de Entomologia/BIOAGRO, Universidade Federal de Viçosa, 36570-900, Viçosa, Minas Gerais, Brazil; E
  • Sebastião Lourenço Assis Júnior Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, 39100-000, Diamantina, Minas Gerais, Brazil
Keywords: borer, cedar, mahogany, resistance

Abstract

Hypsipyla grandella (Lepidoptera: Pyralidae) is found throughout Central and South America, except in Chile. Damage caused by this pest in native trees of the subfamily Swietenoideae (Meliaceae) is so intense and severe that it makes industrial forestry with those species unfeasible. It also may damage fruits and seeds of those trees. Damage to reproductive structures may compromise natural regeneration and impair seedling production. Management tactics for this pest include the use of resistant exotic Meliaceae, such as the Australian red cedar (Toona ciliata M. Roem.) and the African mahogany (Khaya ivorensis). The objective of this work was to report, for the first time, damage to K. ivorensis fruits and seeds by H. grandella in Brazil. The study was carried out in a plantation for sawwood production, with about 73,000 trees of K. ivorensis in 175 ha in Corinto, Minas Gerais, Brazil. Ripe and almost ripe bored fruits were collected from the soil beneath 8-yr-old trees in May 2018. The total number of fruits and seeds damaged, the numbers of larvae, pupae, and adults of H. grandella per fruit, the presence of other species, and behavior of this pest were observed. Ten fruits bored by H. grandella were collected. The fruits were damaged internally by larvae of this pest, and half of them had exit holes. Each fruit had, on average, 33.6 seeds, with 99.4% of the seeds damaged, plus 4.2 H. grandella at different development stages. Some fruits did not have the borer, but they were damaged and had the characteristic exit holes of this species. The average number of larvae per fruit was 3.4, with up to 13 larvae in a single fruit. The damage in African mahogany shoots reported in 2016, and the current damage on fruits and seeds show that resistance of K. ivorensis to H. grandella has been broken, probably due to selective pressure over the large area planted with this tree in Brazil. African mahogany plantation viability in Brazil will be affected.


 

Sumário

Hypsipyla grandella (Lepidoptera: Pyralidae) é encontrada em toda a América Central e do Sul, exceto no Chile. Danos por essa praga, em árvores nativas da subfamília Swietenoideae (Meliaceae), são tão intensos e severos, que inviabilizam plantios comerciais das mesmas. Esse inseto pode, também, danificar frutos e sementes dessas árvores. Danos em partes reprodutivas podem comprometer a regeneração natural e reduzir o material para produção de mudas. Técnicas de manejo de H. grandella incluem o uso de meliáceas exóticas resistentes como o cedro-australiano (Toona ciliata M. Roem.) e o mogno-africano (Khaya ivorensis). O objetivo desse trabalho foi relatar, pela primeira vez, danos por H. grandella em frutos e sementes de K. ivorensis no Brasil. O estudo foi realizado em plantio para produção de madeira serrada com cerca de 73,000 árvores de K. ivorensis em 175 ha no município de Corinto, Minas Gerais. Frutos maduros ou próximos à maturação e broqueados foram coletados no solo sob árvores com 8 anos de idade em maio de 2018. O número total de frutos e sementes atacadas, larvas, pupas e adultos de H. grandella por fruto, presença de outros organismos e o comportamento desta praga foram observados. Dez frutos broqueados por H. grandella foram coletados. Cada fruto tinha, em média, 33,6 sementes com 99,4% danificadas e 4,2 indivíduos (em algum estágio de desenvolvimento) de H. grandella. Esses frutos estavam danificados, internamente, por lagartas dessa praga e metade tinha orifícios e alguns não tinham essa broca, mas estavam com injúrias e orifício externo de emergência característicos da mesma. O número de lagartas por fruto foi de 3,4, com até 13 em um único fruto. O registro de danos em ponteiros de mogno-africano em 2016 e o relato atual do ataque a frutos e sementes mostram que a resistência de K. ivorensis à H. grandella foi quebrada por pressão seletiva da grande área com essa planta no Brasil. A viabilidade de plantios de K. ivorensis no Brasil deve ser reavaliada.

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Published
2019-04-27
Section
Scientific Notes